quinta-feira, 23 de maio de 2013

Animes: Sword Art Online PT.2 (2º Arco: ALO)


RESENHA MORTÍFERA!
SWORD ART ONLINE – 2º ARCO: ALO
(Sado Ato Onrain – Anime Arco 2: Alfheim Online)


Nesta segunda e última temporada, todo o universo de Sword Art Online foi bruscamente alterado com um novo universo, Alfheim. Apesar da riqueza deste novo mundo, o enredo não ajuda a explorá-lo bem. Em destaque, Kirito e Yui, ao centro-direita e Asuna e Leafa (Suguha) acima à esquerda. 

Direção: Tomohiko Ito.

Produção: Reki Kawahara e Tamako Nakamura (autor e ilustrador do mangá)

Estúdio: A-1 Pictures .

Público Alvo: SHOUNEN.

Gênero: Drama, Ficção Científica, Romance, Aventura.

Exibição Original: 07 de Julho de 2012 – 22 de Dezembro de 2012.

Emissoras: MBS, AT-X.

Emissoras Brasileiras: Não exibido no Brasil.

Sites: WIKIPEDIA (tudo sobre a obra); AnimeQ (assista online), Animedokidoki (assista online), Anitube (assista online e baixe).
                         
Episódios: 25 (1ª Temporada: 11)               Duração: 23:00



Boa parte desta nova temporada centra-se na relação amorosa de Kirito e Asuna, que já havia tido uma pontinha lá na 1ª temporada. Acrescentando uma nova personagem criança com eles, Yui, Alfheim tentou construir uma figura paterna de Kirito. Apesar da boa ideia, isso contribuiu para enfraquecer a aventura de ALO.


               Para dar continuidade (e finalizando por enquanto) a nossa série de resenhas sobre Sword Art Online, após sairmos do mundo virtual de SAO, criado pelo poderoso equipamento de realidade de jogo online Nervgear, entramos em sua 2ª temporada, e sua última saga, Alfheim! Desta vez acompanhamos Kirito em busca do amor de sua vida, Asuna, e lutando contra o vilão, Sugo, dentro do novo jogo, onde ao invés de guerreiros e espadas, temos magia, elfos (daí o nome “Alfheim”) e muitas espécies diferentes de seres que povoam o novo universo.



O ponto de partida para toda a nova saga de Sword Art Online, ALO centra-se no resgate de Asuna (típico dos Shounens), aprisionada no topo de uma grande árvore (algo parecido com a torre do 1º jogo) pelo vilão, Sugou, que quer a partir do mundo virtual controlar todos os Nergears. Apesar do grande perigo, em ALO não há tensão alguma, e Sugo é o clichê do antagonista mimadinho e impulsivo.

                     Tendo isso mente, vamos dar uma olhadinha no enredo: Kiritou saiu de SAO decidido a reencontrar Asuna no mundo real, por quem havia se apaixonado no jogo. Acontece que logo após acordar, ele topa com a péssima notícia de que ela está em coma, e possivelmente, ainda está presa dentro do jogo virtual. Sugo, que comentei acima é o novo antagonista, tanto dentro quanto fora do mundo virtual, e pretende usar Asuna para tomar as ações da empresa desenvolvedora do Nervgear (a família de Asuna era uma importante acionista do jogo). Agora Kirito entra novamente no game para tentar salvá-la lá, já que é incapaz de fazê-lo no mundo real.
                          Primeiro, todos os vínculos que tínhamos com alguns personagens (os poucos vínculos aliás) foram quebrados, e segundo, fomos obrigados a nos acostumar com um universo completamente diferente, que apesar de ser bastante rico, é tão mal explorado quanto na 1ª temporada. Os personagens continuam rasos, mas Kirito, devido ao seu amor por Asuna ganha força, mostrando uma perseverança admirável, mas que dura pouco. Mais garotas sem função entram no enredo só pra fazer o Kirito parecer um bad boy, e pasmem, introduziram um romance com sua irmã, Suguha, um relacionamento completamente inútil e ao mesmo tempo, para fortalecer o laço dele com Asuna aparece Yui, uma personagem importantíssima (ou deveria ser) para representar o ponto fraco do mundo virtual e trazer a noção de família para o casal. Notaram como fica estranho? Sword Art Online continuando não tendo a menor noção de direção, atira pra todo lado, e não consegue desenvolver as coisas com sua intensidade máxima. Existe uma característica que torna esta 2ª temporada bem pior que a primeira, a ausência de tensão, já que agora é possível desplugar  do jogo, dormir, beber, comer e depois voltar, e se você morre, fica sossegado, dá nada não.



Em ALO boa parte das cenas mais emocionantes e dramáticas são protagonizadas por Kirito, acima, o vemos indo em busca de Asuna. Na boa, foi um acerto primoroso..se não fosse pela maldição de SAO de colocar personagens irrelevantes apaixonadas pelo Kirito. Abaixo, temos Leafa (à direita), Sakuya (centro) e Alicia (à esquerda) que atravancam ainda mais o enredo.

                  Tudo o que poderia ter fortalecido os laços entre os personagens foi jogado fora, não há tensão, a narrativa é lenta, e cansa, as cenas de batalhas épicas estão presentes, mas não conseguem sobreviver a um enredo mal planejado que não sabe pra onde ir. A quebra de universo foi brusca, e apesar de ousada, foi um erro ao obrigar o expectador a se acostumar outra vez com um mundo totalmente diferente. Os personagens continuam rasos, e as motivações fortes dos protagonistas, Kirito e Asuna não conseguem convencer de que aquilo é um casal que passou tantos acontecimentos juntos. E o desfecho termina com um clímax ridículo de Deus Ex Machina com o primeiro grande vilão de SAO, Kayaba. Isso mesmo, ele volta (pensou que ele tinha morrido? É, eu também), e do nada, sem mais nem menos ele dá o xeque mate no antagonista mais irritante de toda a série, Sugo, facilmente derrotado, acabando com a importância de Kirito e tentando endeusar um vilão que matou milhares de pessoas no primeiro jogo (sério, só eu achei isso estranho?) A trilha sonora continua muito boa, ainda mais as aberturas e encerramentos, bem dinâmicos (ao contrário do anime), e o design dos elfos é e toda a a ambientação é lindíssima. 

                 Poderiam ter combinado o enredo das duas temporadas numa só e fazer algumas adaptações, com certeza teria um melhor resultado, conservando o universo do 1º jogo e acrescentando o enredo do 2º, mas não foi assim.
Enfim, se recomendo ou não Alfheim, aliás, se recomendo toda a obra de Sword Art Online? Não, ao menos não para expectadores que queiram gastar seu tempo com algo melhor, que se encaixe melhor, que faça o que tem que fazer: Cumprir sua promessa. Pra quem é curioso, assista, até vale a experiência, dá pra conhecer como funciona um anime puramente comercial.

L.M.R., Resenha Mortífera,                                                             23 de Maio de 2013  

2ª Opening  (Abertura): Innocence (Versão Anime) - Eir Aoi:



2ª Ending (Encerramento): Overfly (Versão Anime) - Luna Haruna:


As 2ª Endings que encontrei na internet estavam protegidas por direitos autorais, então eu coloquei a mesma versão Full tanto aqui quanto no link abaixo. Se alguém tiver o vídeo da Ending do anime deixe um comentário por favore. 






LinkagemRM:http://blogueresenhamortifera.blogspot.com.br/2013/05/linkagem-rm.html

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2 comentários:

  1. Japonês é um povo curioso, os caras são capazes de criar as melhores histórias do universo e de uma hora pra outra cagar em cima e f**** com tudo.

    O primeiro arco foi muito phoda, com todo aquele clima medieval dark e violento, mas a história desse ALO é água-com-açúcar demais! Virou uma novela mexicana com toques de fantasia. Kirito se tornou um bad-boy babaca e a parceria com sua "irmã" não convenceu muito.

    Mas sem duvida a personagem mais prejudicada nessa mudança foi a Asuna, ver que aquela espadachim foda virou simplesmente uma princesinha indefesa pedindo socorro acabou com a reputação do anime.

    No mais boa resenha, continue com o ótimo trabalho.

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    1. kkkkk Jovem, assisti um anime recentemente chamado Mayo Chiki. Foi bem isso mesmo. Os 12 primeiros episódios foram bons, legais, mas o final, nossa, que raiva que eu senti, totalmente inconclusivo.

      Quanto ao SAO, eu considerei que perdeu muito, mar muito peso. Pra compensar eles tentaram colocar a Asuna em perigo no mundo real, e isso eu achei maneiro, mas enterrou de vez aquela Asuna poderosa líder de Guilda que a gente viu na primeira temporada (sem contar com a cena dos tentáculos, pelamor...).

      Esse negócio da irmã do Kirito ficou péssimo, embananou tudo, e pra variar, as cocotinhas virtuais ainda continuam fazendo o seu papel: Tirando o foco.

      A luta final desse arco foi ainda mais broxante, Deus Ex Machina total.

      Grande Abraço, e valeu!

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