sábado, 18 de maio de 2013

Animes: Elfen Lied PT.2 (Final)


RESENHA MORTÍFERA!
ELFEN LIED
(Erufen Rito – AnimeTemporada Única – Parte 02: Os Humanos Também Mentem)

Elfen Lied busca combinar o terror da ficção científica distópica com a realidade da natureza humana.

Direção: Mamoru Kanbe.                             

Produção: Mamoru Kanbe e Lynn Okamoto (Autor do Mangá).
Estúdio: GENCO, VAP e SEION ESTUDIOS.

Público Alvo: SEINEN.

Gênero: Drama, Romance, Ficção Científica, Ecchi (Nudez), Ação, Terror.

Exibição Original: 25 de Julho de 2004 – 17 de Outubro de 2004

Emissora: AT-X.

Emissoras Brasileiras: Não exibido no Brasil.

Sites:  WIKIPEDIA (resumo sobre a obra); AnimeQ (assista online), Animedokidoki (assista online), Anitube (assista online e baixe).

                      Episódios: 13  (2ª Parte: 6)                                       Duração: 25:00

Ficção Científica de maneira crua e "realista" é marca de Elfen, que trata as experiências do progresso humano não apenas como salvadoras, mas também como dolorosas e destruidoras.


Amor e Ódio, Frieza e Compaixão

             Eis a nossa 2ª parte de Elfen Lied! Eu dividi o anime em duas partes, coloquei lá no número de episódios uma divisão por temporadas, mas como o anime não tem, eu dividi pelos episódios que apresentam semelhanças de assunto. Na primeira falei sobre a pesadíssima pegada emocional do anime, e agora, falarei sobre violência, existência, e ficção científica.

A arte de Elfen Lied apesar de nada inovadora, é marcada por referências em suas aberturas e encerramentos, com destaque para as pinturas de Gustav Klimt, pintor simbolista austríaco.

              Elfen Lied desde o começo apresenta “fios” amarrados de ficção científica, tanto que tudo o que acontece no anime gira em torno de algo que não cheguei a comentar na resenha passada. Os personagens vivem num mundo onde os Diclonius, seres humanos evoluídos, convivem com a comum humanidade. Mas quem disse que essa convivência era pacífica? Pelo contrário. Os Diclonius são seres de origem pouco abordada no anime, não se tem muita certeza de como se desenvolvem (e nem por que), mas possuem uma capacidade psíquica poderosíssima, o que permitiu a eles usar “braços” invisíveis extremamente fortes, os chamados Vetores (além de terem chifres, por isso a comparação com “Elfos”). 

                O enredo gira entorno da cruel exploração dos Diclonius pelos seres humanos, que os usam como cobaias tanto para armas de destruição em massa quanto para pesquisas médicas. Mas como tudo uma hora dá errado, uma Diclonius extremamente poderosa foge de um dos centros de pesquisa, iniciando de fato toda a saga, sendo o estopim para tudo o que vai acontecer em Elfen Lied. Seu nome é Lucy (posteriormente encontrada pelos protagonistas e batizada de Nyu). O ódio dos Diclonius e dos humanos entre si é trabalhado de maneira crua e intensa, e em vários momentos vemos verdadeiros dilemas éticos sendo travados em meio à pequenas tramas dentro da própria trama do anime, tratando de assuntos polêmicos como o suicídio, a tortura, a violência doméstica e a podridão humana. 


              A narrativa é relativamente simples, mas vai ficando cada vez mais complexa a medida que as coisas se desenvolvem. Diclonius importantes são apresentados, como Nana e Mariko, que fazem parte do programa científico de Kurama, chefe da organização. Mas Elfen também nos traz algumas reviravoltas de enredo, não é só apenas uma espécie contra outra, assim, com os humanos como vilões, na verdade, é deixado bem claro os jogos de interesse que existem entre os personagens, o que nos leva a conspiração envolvendo o verdadeiro antagonista da série, o diretor Kakuzawa, que tem uma repentina (porém importantíssima) aparição no anime. 

A violência é  muito explícita no anime, e apesar de ser combinada errada com nudez,  ganha ao invés de perder força. 

                   Elfen Lied é um anime surpreendente, mas está longe de ser perfeito. Existem alguns erros óbvios no universo de Elfen, primeiro, a própria forma como os Diclonius nascem de humanos, que quase não é explicado, e quando é, não tem justificativa; segundo, a própria organização de pesquisa não é muito explorada, ficando com cara de vilã  o anime inteiro sem nada ser explicado como as Diclonius foram parar lá; terceiro, e o mais grave (envolvendo inclusive o final do anime) é o seu desfecho. Claro, o clímax foi magnífico, intenso e muito marcante, mas o desfecho deixou uma lacuna enorme (o que acontecerá com os demais Diclonius da cidade? E do mundo, o que houve com eles?) deixando uma abertura até pra uma 2ª temporada. Apesar disso sabemos que o universo de Elfen Lied, apesar de simples, é bem completo em si mesmo, mas tratar de toda uma nova espécie é muito amplo e o anime não consegue responder todas as perguntas de quem vê. As relações entre os personagens, apesar de um pouco brusca (como Bandou, membro da SWAT sendo salvo por Mayu) justificam-se pela difícil missão que Elfen pegou para si: Combinar numa só obra, uma boa ficção científica, narrativa dinâmica e um enredo de tirar o fôlegos.
Recomendadíssimo para quem quer um pouco de peso, mas quem não gosta muito dessa pegada mais pensativa, mais violenta, fique bem longe de Elfen Lied (e vá assistir Bleach..)



A Ficção Científica é muito bem amarradas com os acontecimentos dramáticos da série, dando não só justificativa a eles, mas também peso e credibilidade no enredo.

L.M.R,  Resenha Mortífera,                                                      18 de Maio de 2013


Opening (Abertura): Lilium (Versão Anime) - Kumiko Noma: 





Ending (Encerramento): Be Your Girl (Versão Anime) - Chieko Kawabe:








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