quarta-feira, 3 de julho de 2013

Anime Reviews: FullMetal Alchemist 2003 - O Veredito

RESENHA MORTÍFERA!

FULLMETAL ALCHEMIST - O VEREDITO
(FullMetal Alchemist – Anime 2003 – 4 Temporadas)

Vale ou não a pena assistir FullMetal Alchemist?




Direção: Seiji Mizushima.

Produção: Seiji Mizushima e Hiromu Arakawa (Autora do Mangá).

Estúdio: BONES.

Público Alvo: SHOUNEN.

Gênero: Ação, Drama, Aventura, Militar.

Exibição Original: 04 de Outubro de 2003 – 02 de Outubro de 2004.

Emissora: MBS, TBS.

Emissoras Brasileiras: Animax Brasil e Rede Tv!.

Sites:  Wikipedia (resumo sobre a obra); AnimeQ (assista online), Animedokidoki (assista online), Anitube (assista online e baixe).

         Episódios: 51                                                             Duração: 24:00



O pioneiro da Alquimia como tema

             É, chegamos ao fim. Nossa saga em 4 partes está achegando ao fim, e assim como fizemos com Eureka Seven, faremos um “Veredito” para FullMetal, colocando na balança todos os argumentos que usamos pra escrever as reviews. Então, sem mais delongas, vamos ver por que FullMetal merece ou não ser assistido.




         FullMetal Alchemist  pode ter todos os defeitos do mundo, mas uma coisa é inegável: Foi o primeiro anime com público Shounen  (jovens, geralmente do sexo masculino) que trouxe à tona um tema no mínimo, diferente: A Alquimia. A Alquimia nunca havia sido usada como tema num anime antes, e se foi, nunca chegou a construir um universo tão rico e tão “real” quanto o de FMA. Comparando com seu equivalente de 2009, o FMA de 2003 ganhou em dois pontos: Conseguiu criar um enredo totalmente novo, que apesar de filler permitiu que o anime discutisse assuntos mais pesados, incomuns pra um Shounen; e conseguiu criar personagens extremamente carismáticos, num enredo muito coeso, narrativa coerente e com muito conteúdo. 

Imagine só, FullMetal tem 51 episódios, raros são os episódios fillers, mas até os fillers ajudam a explicar como funciona essa coisa toda de alquimia, ampliam o grande e inovador universo do anime e permitem que outras questões sejam abordadas. A vida e a morte, a humanidade, a vontade de imortalidade, o medo de ser eterno, o ódio da criação por seu criador são todos temas pesados tratados em FullMetal com ação, e uma ação que acrescenta ao anime. Tudo isso faz quem assiste ter uma razão pra se divertir, ação, um romancezin aqui e ali, e uma comédia boa que os ajuda a acompanhar toda aquela atmosfera mais sombria do anime.




        É raro. Animes Shounens não costumam ser como FullMetal, e isso tem muito a ver com o seu público, e com quem se interessa por assisti-lo. Outros animes como Cavaleiros do Zodíaco tem sim um peso emocional grande, com toda aquela coisa de amizade e talz, mas FullMetal torna os personagens mais reais, mais humanos quando lhes dão defeitos, como acontece até com os homúnculos, Inveja, Gula, Indolência, Ganância, Ira e tudo mais, tudo gira em torno de seres humanos falhos, que cometem erros e que tem que aprender a lidar com a dor causada a eles e às outras pessoas por esses



 erros. E tudo isso casa perfeitamente com os geniais conceitos da Alquimia, como a Troca Equivalente, e o Um É Tudo e o Tudo É Um. 

Os defeitos de FMA são sim um pouco cabulosos, o desfecho bagunça completamente o que pensávamos estar assistindo, deixando um monte de coisa em aberto e a nós, sem entender nada. Mas pra fechar essa buraco enorme foi feito um filme de FMA, que pretendemos fazer uma review também, FullMetal Alchemist: The Conqueror Of Shamballa.
Se Vale a pena assistir FullMetal Alchemist, vale, e vale muito, e apesar dos problemas do final, o anime traz algo a mais, não é só diversão, não é só entretenimento, é uma boa diversão e um bom entretenimento regado com ensinamentos de caráter e de vida! Isso meus amigos, não tem preço.

Lucas M. Rodrigues, Resenha Mortífera,                                    03 de Julho de 2013 








PARA LEITORES E PARA RESENHISTAS:

Jovens, a partir daqui a coisa muda um pouco. É meio complicado falar em prós e contras,  até porque isso depende muito do gosto pessoal de quem assiste, mas pra facilitar vamos dividir todos os nossos argumentos em tópicos, e a partir daí vocês mesmos podem tirar suas próprias conclusões. Como é algo mais longo, exige mais paciência, e fizemos especialmente pra leitores que queiram saber o que usamos pra escrever as resenhas e para resenhistas que queiram debater. Ok? 



Bora lá?

Prós e Contras da 1ª Temporada:





Prós:
  1. Trata de questões polêmicas, como a manipulação religiosa e o medo da morte;
  2. Traz como tema dominante um assunto pouco explorado, a Alquimia, que não é só abordada mas aprofundada;
  3. Facilidade em passar ao expectador as sensações dos personagens;
  4. Momentos de drama, de ação e de comédia bem definidos.


Contras:
  1. Episódios Fillers, como os das bonecas sem alma e Psiren.


Em termos Chatécnicos:
  1. Apresentação dos personagens;
  2. Enredo começa a mostrar sinais de abertura;
  3. Trama começa a evoluir;
  4. Traço mais "realista" e de fácil identificação;
  5. Animação e trilhas sonoras boas;
  6. Narrativa que prioriza o desenvolvimentos dos personagens e das situações.


Prós e Contras da 2ª Temporada:





Prós:
  1. Introdução de novos e carismáticos personagens: Scar.
  2. Aprofundamento e aumento de carisma dos personagens já apresentados por meio da ação, do drama e da comédia: Alphonse, Edward, Hughes e Mustang;
  3. Expansão do universo do anime: Aprofundamento das Automails, dos Homúnculos, das armaduras com almas e das quimeras.


Contras:
  1. Personagens sem utilidade: Sheska.


Em termos Chatécnicos:
  1. Abertura de enredo e da trama com a guerra de Ishbal e os eventos no 5º laboratório;
  2. Narrativa ganha mais dinamismo;
  3. Personagens ganham mais profundidade psicológica;
  4. Evolução gradual e intensa dos acontecimentos.


Prós e Contras da 3ª Temporada:



Prós: 
  1. Valorização da família, da amizade e da vida;
  2. Questionamentos de vida e morte;
  3. Introdução das principais ideias da alquimia: A Lei da Troca Equivalente o Tudo é Um e Um é Tudo;
  4. As batalhas diminuem de frequência, mas se tornam muito mais intensas;
  5. Assuntos pesados como a imortalidade e o medo da eternidade, principalmente envolvendo os homúnculos; Abordagem do preconceito racial extremo;
  6. Comédia equilibrada e tipicamente Shounen, com várias expressões propositadamente distorcidas (o modo "Chibi" por exemplo).


Contras:
  1. Apresentação de um antagonista principal fraca;
  2. Personagens fillers com aparecimento repentino : Ira (Wrath) diferente do mangá (neste ponto o anime seguiu caminho próprio);
  3. Episódios sem importância apesar de impactantes: A Doença da Madeira.


Em termos Chaténicos:
  1. Expansão do universo de FullMetal com o uso da pedra filosofal;
  2. Narrativa mais lenta;
  3. Dificuldade em fechar as pontas soltas por causa das diferenças do anime do mangá;
  4. Enredo e trama entram em vias de concluir a mensagem do anime.


Prós e Contras da 4ª Temporada:



Prós:
  1. Drama intenso;
  2. Ponto máximo de drama na guerra civil do leste (em Lior); 
  3. Consolidação da mitologia de FullMetal (Pedra Filosofal, Homúnculos, Quimeras, Alquimistas e afins);
  4. Tema de criador vs criação;
  5. Questionamentos dos ideais de justiça, igualdade e moral.


Contras:
  1. Desfecho inconclusivo;
  2. Clímax intenso porém deslocado;
  3. Falta de fechamento nos personagens;
  4. Trama principal sem explicação;
  5. Introdução de um elemento totalmente fora do universo do anime: Mundos paralelos;
  6. Ação fraca.


Em termos Chaténicos:
  1. Narrativa rápida demais e sem foco;
  2. Falha em passar a mensagem final do anime;
  3. (Basicamente todos os do "Contras" encaixam aqui);
  4. Abertura com fechamento num filme : FullMetal Alchemist The Conqueror Of Shamballa.


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Lucas, ADM Blog Resenha Mortífera.      25 de Junho de 2013


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