RESENHA
MORTÍFERA
ENCERRAMENTOS
DEATH
NOTE
(1º
encerramento)
Se a primeira abertura carregava uma visão de mundo
mais crua de Kira, o primeiro encerramento de Death Note consegue ser muito
mais emotivo, continuando a ideia original da abertura, o encerramento continua
centralizado na visão de Kira. A abordagem continua a mesma, porém este
encerramento vai refletir muito mais sobre como Kira abandona tudo o que é
desnecessário em seu coração para alcançar o que ele mais deseja, uma nova
humanidade. Este é o encerramento que marca o nascimento de Kira, e também o
nascimento de mais uma resenha do quadro anime soundtracks!
Bora jovens? Vamos dar sequência a resenha deste
encerramento do foderástico Death Note.
Este encerramento prioriza muito mais a vontade do
nosso famigerado Kira, os ideais continuam, mas acabam por ficar em segundo
plano. A animação continua em cores bem escuras com tons que aumentam a
sensação da seriedade, obscuridade e até algo mais malévolo. O verdadeiro poder
só pode ser obtido por alguém que não se deixa abalar, a letra de “Alumina”
reflete as decisões de Kira, uma pessoa que não pode ser manchada por coisas
inúteis, onde sua vontade deve ser dominante, outros pontos como a sincronização
com o ritmo da música continuam fortes e tornam o encerramento muito mais
interessante.
A banda que toca a música desta abertura é a banda
japonesa Nightmare, o gênero principal deles é o visual kei, a banda foi
iniciada no ano 2000 pelos ainda estudantes Sakito e Hitsugi, posteriormente
mais um membro foi adicionado, este membro é Yomi o atual vocalista, vários
amigos de escola de Sakito e Hitsugi acabaram por ingressar, o que inclui Ni~ya
(baixista) e Zannin (primeiro baterista), posteriormente Zannin saiu da banda e
Ruka assume a posição de baterista, dois dos sucessos tocados no anime Death
Note são Alumina e The World.
Apesar de ter praticamente a mesma abordagem da
primeira abertura, este encerramento consegue ser bom a sua maneira, dando
muito mais ênfase ao próprio kira e não mais a luta entre Kira e L, a
ambientação que o encerramento gera é de fato uma marca de Death Note, tanto na
abertura quanto no encerramento a ideia geral é ainda mais realçada pelos tons
escuros utilizados na animação, desta forma digo com certeza, o que foi
prometido foi cumprido.
Abaixo segue a letra e a tradução da música Alumina
de Nightmare
Alumina
Nagareru toki no naka matataku
Setsunateki kirameki o
Kono yo no kioku ni kizamu tame
Arukitsuzukeru Believer
Dare ni mo mirenai yume wo mite
Iranai mono wa subete suteta
Yuzurenai omoi
Kono mune ni yadoshite
Mada riaru idearu no hazama ni ite
Gisei no kase ni ashi wo torarete mo
Afureru shoudou osaekirenai
Tsuyoku motomeru kokoro ga aru kara
Itsuwari osore kyoshoku urei
Samazama na negateibu ni
Torawareru hodo yowaku wa nai
Kodoku mo shiranu trickster
Yozora o tsukisasu biru no mure
Hoshi nado mienai sora miage
Mayoi wa nai ka to
Jibun ni toikakeru
Kono machijuu afureru mono ni mamire
Utsutsu wo nukasu you na koto wa nai
Asu e to tsunagaru michi no hate de
Kono te ni tsukamu mono wo mitai kara
Mabuta o toji
Ishiki no umi ni ukande
Omoiegaku
Risou wo te ni suru sono toki wo
Kagiri aru sei wo kono yo ni uke
Kare yuku dake wa oroka ni hitoshii
Hoka no dare mo ga mochienai mono
Jibun jishin to iu na no kesshou e
Kireigoto o tsukitoosu koto
Itsuka fakuto e kawaru
Katakuna ni shinjitsuzuketai
It's just my faith. The absolute truth.
Nagareru toki no naka matataku
Setsunateki kirameki wo
Kono yo no kioku ni kizamu tame
Arukitsuzukeru Believer
Tradução
Alumina (tradução)
Uma faísca momentânea cintila
Com o tempo que flui
Acredito que posso continuar caminhando
Assim a gravar nas memórias desse mundo
Eu tive um sonho que ninguém mais teve
E joguei fora tudo que não precisava
Pensamentos que não posso ceder
Pulsam em meu peito
Mesmo que eu esteja no vale entre real e ideal
E meus pés estejam presos por correntes de sacrifícios
Meus impulsos transbordantes ainda não estão
totalmente reprimidos
Porque eu tenho um coração que pulsa fervorosamente
Fingimento, medo, fachada, tormento,
Não serei suficientemente fraco
Para ser preso por tantas coisas negativas
Sou um trapaceiro que não conhece a solidão
Os muitos edifícios que perfuram o céu noturno
Eu olho para o céu onde as estrelas parecem ser
invisíveis
E me pergunto Não estaria eu perdido?
Coisas como ser manchado por aqueles que transbordam pela cidade
Ou se apaixonar não acontecerão comigo
Porque no fim da estrada que liga ao amanhã
Eu quero ver algo que irá se agarrar à minha mão
Eu fecho meus olhos
E vem à tona do meu mar de consciência
O momento em que eu irei alcançar
O ideal que eu imaginei
Só para ser aceito por esse mundo e apodrecer
Por quanto você viver é o mesmo que ser estúpido
Vá para o que ninguém mais pode ter
O cristal conhecido como meu próprio eu
Penetre o que está escondido
Se tornará real um dia
Eu teimo em continuar acreditando nisso
É só minha fé. A verdade absoluta.
Uma faísca momentânea cintila
Com o tempo que flui
Acredito que posso continuar caminhando
Assim a gravar nas memórias desse mundo
Encerramento
Carlos Akihito Oyama 10 de setembro de
2013
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